Sem Muitas Palavras. Capítulo XXXXVII - Before It Explodes POSTADO!
E também tenho que avisar que a FIC está chegando ao fim. Ja diante mão digo que me deu muito prazer escreve-la. E eu realmente sinto muito para aqueles que a abandonaram. Confiram!
ps: Sobre a foto é apenas uma forma de ilustrar, nao tem muito haver com o assunto mesmo,rs.
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CAPÍTULO 47 (LOGO ABAIXO)
Clive ficou impressionado com a presença estranha de Gabe, que parecia disposto a desfazer aquele mal-entendido, ou fosse o que fosse. Gabe entrou no apartamento, olhando ao redor, preocupado em cruzar com Ashton, mas Clive percebeu:
- Ele não está aqui. - respondeu Clive, ainda boquiaberto com a situação.
- Quem mais mora aqui? - perguntou Gabe, bem sério.
- Sério? - perguntou Clive, com um tom sarcástico - E que tal eu fazer as perguntas? Tipo... Quando foi que você ressucitou dos mortos?
Gabe o olhou com um sorriso, parecendo achar aquilo bem divertido, depois continuou conhecendo o apartamento com pequenos passos. O sofá da sala, branco e preto, a TV de plasma, a cozinha tipicamente americana onde uma mesa quadrada montava o recanto. As três portas distantes sem corredores, muit aparentes, parede com tons claros, o abajur brilhante em cima da mesinha de centro que ficava ao lado de duas cadeiras, ambas vermelhas.
Ele foi até a geladeira da cozinha e sem nenhuma cerimônia tirou uma lata de Soda e a abriu, sentando-se na cadeira alta no balcão mini-bar, que ficava no centro. Clive ainda parado em frente a porta ficou abismado com a naturalidade que ele passava, mesmo tendo convencido muita gente que tinha morrido. Clive estava prestes a abrir a boca, quando Gabe iniciou:
- Não vai sentar?
- Porque? Vamos botar as fofocas em dia? - indagou-se ele, completamente sarcástico.
Gabe franziu a testa e deu mais um sorriso, um pouco mais largo.
- Clive, Clive... Sempre usando o sarcasmo para disfarçar as fraquezas.
Clive se pos na frente do balcão do outro lado e sentou-se, ficando de frente para Gabe.
- Pode começar. - disse Clive.
- É uma longa história. - disse Gabe.
- Então espera eu pegar uma bebida. - comentou ele.
Estava bem perto de amanhecer e a maioria das pessoas da festa de casamento tinha ido embora. Os noivos tinham passado uma primeira noite incrível em um hotel luxuoso. Dali a algumas horas, Jeanette e T.J ficariam longe por alguns meses, passando sua tão esperada lua de mel em Paris.
O dia estava começando a aparecer, quando Bill acordou rapidamente com o barulho do despertador do seu celular. Ele levantou da cama e ficou sentado, esfregando os olhos e sentindo uma forte dor de cabeça.
- Droga. Onde é que estou? - se perguntou ele ao ver um ambiente diferente.
A cama era redonda e haviam muitos espelhos espalhados pelo quarto que era todo azul e bem largo. Bill ficou com medo de olhar por baixo dos lençois e descobrir alguem inesperado. Ele se levantou de vagar e acabou pisando em uma camisinha usada e no seu cinto.
- Meu Deus! - falou ele pra si, em média voz. - Eu estou em um... Motel!
Na mesma hora seu companheiro acordou todo sorridente e tranquilamente, se despreguiçou enquanto Bill estava nu em pé perto da cama, observando a besteira que tinha feito.
- Meu Deus! É o Patrick! - disse ele em tom alto, batendo a mão na testa.
Patrick também acabou de acordar quando viu Bill daquele jeito.
- Que diabos você está fazendo aqui? - perguntou Patrick praticamente se jogando da cama.
- Mas... Eu..
- E você? - se perguntou Patrick
- Não pode ser, eu tenho namorado!
- E eu tenho idade para ser seu pai! - Caramba! O que a gente foi fazer?
- A gente? Nem pensar! Quem veio me seduzir foi você! - afirmou Bill.
Os dois ficaram andando de um lado para outro, loucos da vida com o que tinha acontecido.
- Cobre isso! - pediu Bill.
- Cubra o seu também. Eu vou ser preso. Corrupção de menores. - Patrick vestiu a cueca, se lamentando.
- Quem é que pagou isso aqui? - perguntou Bill, também vestindo a cueca e a a calça social toda amassada.
- Eu vou tomar um banho e vou para casa da Lizzie. Você sai depois de mim está bem?
- Certo... Espera!
- O que foi? - perguntou Patrick, voltando rapidamente do banheiro, com as roupas no braço.
- Hoje tem viagem! E é daqui a duas horas!
- Puta Merda! É mesmo! E eu sou o empresário substituto! E agora tirei a inocencia do meu artista! Eu vou para o inferno, Oh Meu Deus, eu não quero ir para o inferno!
- Cala a boca! - disse Bill empurrando Patrick. - Você vai tomar seu banho, ficar lindo, cheiroso e nós vamos correndo para o hotel ajeitar as coisas, chamar o Tom e entrar no avião. Entendido?
- Sim. - disse Patrick correndo para o banheiro.
Enquanto o Kaulitz e seu empresário corriam contra o tempo para não perder o voo para Buenos Aires, em outro hotel, bastante distante dali, Jude acordou Alain, com uma bandeja grande de café da manhã, com um monte de coisas, como pão, geléia, pasta de amendoim, manteiga, chá, torrada, ovos mexidos e um pequeno vaso fino com uma rosa.
- Nossa! Que lindo! - disse ela, dando um beijo em jude.
- Para agradecer. Sua companhia. - disse ele, sentando-se na cama ao lado dela, de roupão.
- Você é um amor. Obrigada.
- Você que é linda. E gostosa.
- Haha. Guarda o fogo para depois. Temos que comer e ir para casa da Lizzie para se despedir do T.J e da Jeanette.
- Claro. Mas antes, eu quero que você aproveite essa bandeja, que depois quero tomar uma banho quentinho com você. comentou ele, beijando sua nuca.
- Assim eu vou ficar mal acostumada. Até parece que foi a gente que casou.
- Devagar! - disse ele se afastando, só de brincadeira.
- Não. Eu não quis dizer isso...
- Eu sei. Não se preocupe, se for para ser, será. Quero provar essa geléia de morango, disse ele, beijando ela e provando a geléia nos seus lábios.
Na casa de Lizzie, tudo estava pronto. Todos aguardando o casal para despedida. Simone estava triste, não podia disfarçar e Dayse também. Não era por causa do T.J, era mais porque em meio a tanto romance, ja que era óbvio que Alain tinha se dado bem, ela se sentia sozinha. Carrie também estava ali, meio melancólico. Era como toda despedida, eles sabiam que logo estariam juntos de novo, mas parecia ser para sempre.
- Você ja percebeu? - perguntou Carrie, sentado no sofá da sala.
- O que? - perguntou Dayse.
- Que todo mundo está se ajeitando, menos a gente. - comentou ele, enquanto observava Lizzie consolar Simone na mesa do café.
- É verdade. É tão chato isso né? A gente fica feliz por eles, mas mesmo assim fica triste.
- Dayse... Você ainda ficou comigo mesmo sabendo que eu era gay. Você promete que se só sobrar a gente, você fica comigo?
- Ah querido... Eu não posso prometer isso, até porque agora você ja se aceitou, antes ainda restava alguma dúvida, mas agora...
- Não tenho chance. - completou ele.
- Eu acho que vou demorar a encontrar um homem como o T.J, que esteja livre, claro.
- E eu uma pessoa como o Tom. Que ironia, eu queria tanto fazer ele se dar mal, e agora só quero ele.
- Só nos resta, ter esperança. - comentou ela, segurando na mão dele e encostando a cabeça em seu ombro.
Na mesa, a conversa entre Lizzie e Simone era sobre o mesmo assunto dos ultimos dias, como conseguir o perdão dos filhos.
- Eu acho que eles nunca vão me perdoar. - disse Simone, chorosa.
- Minha querida. Você não pode pensar assim. Mesmo você tendo errado, você ainda é a mãe deles, e eles ainda são seus filhos!
- Acho que eles não me consideram mais sua mãe.
- Claro que sim! Até porque raiva passa. Eles não podem ficar sem a mãe deles para sempre. Tenho certeza que uma hora dessas, eles vão esfriar a cabeça e voltar a falar com você.
- É tudo que eu quero. Meus filhos de volta. É só o que eu quero.
No apartamento de Clive, Gabe continuava uma longa e inacreditável conversa. Quanto mais Gabe falava, mais Clive bebia e usava de sarcasmo para não entregar o quanto aquilo o assustava. Mas de todas as palavras que ele citara, as que mais tiveram efeito, mesmo Clive ja sabendo, foram essas:
- Você ja contou ao Ashton que fui eu que disse ao pai dele que ele era gay?
- Eu... Nem lembrava mais disso. - disse Clive se levantando devagar e virando as costas.
- Então ele ainda acha que você que matou o pai dele? - perguntou Gabe, sério.
Clive de repente cansou do sarcasmo e rebateu, um pouco revoltado, um pouco emocionado.
- Ele era meu pai também! Ele não resistiu saber que o filho dele gostava de garotos, que era gay! E você é culpado disso tudo!
- Eu? - disse Gabe se alterando. - Quem foi que quis assumir a culpa por mim? Quem foi? Não foi idéia minha!
- Eu não queria ferir o Ash mais do que ele estava ferido. O nosso pai tinha morrido! Por causa que você não aguentou namorar ele escondido, porque você tinha que gritar para o mundo seu amor!
- Não venha me culpar! O bastardo foi você. Você sempre foi perturbado!
Os dois se aproximaram no meio da sala, apontando dedos e culpando um ao outro.
- Eu tinha um vida Gabe! Podia não ser muita coisa. Minha mãe me abandonou, o nosso pai nunca teve vergonha de mim, nunca! Mesmo ele traindo a mãe do Ash. E você me tirou as unicas coisas que eu tinha. O Ash e meu pai. - disse ele, se encostando na parede, e deixando as lágrimas fazerem seu caminho natural pelo rosto.
- Por isso eu tive que mentir. Foi preciso. Eu não aguentava ter reencontrado o Ashton e ve-lo daquele jeito. Tão grosso, tão frio...
- Se ele ficou daquele jeito foi por sua culpa. Eu fiquei meses numa droga de clínica. Em um inferno! Mas mesmo assim, eu prometi nunca dizer para o Ash quem realmente tinha arruinado a vida dele.
- Desculpa Clive... Eu vou consertar meu erro. Eu vim aqui para contar tudo. Eu sei que ele nunca vai me perdoar, mas, é direito dele saber a verdade.
- Se te importa saber. Eu preferia que você tivesse se matado mesmo. - disse Clive, deixando ele sozinho e se trancando no quarto.
Gabe sentou-se no sofá para colocar para fora sua dor, bem pesado de tanto culpa.
Fora do elevador a muito tempo, Ashton permanecia parado no corredor, sem ter coragem de bater na porta. Quando a porta abriu e ele olhou para os olhos tristes daquele garoto, com uma mala de puxar; olhos surpresos por ve-lo.
- Ash?
- Tom. Eu não posso mais ficar aqui. - disse ele, com uma voz sofrida, cortada.
- Como assim? Como você conseguiu descobrir onde eu estava?
- Eu não aguento mais viver sem você! Essa é a verdade. Eu estou aqui parado desde das quatro e meia da manhã...
- Ash... Não faz isso comigo. Por favor. Eu estou confuso demais. Hoje é a viagem, a turne vai me fazer bem, eu tenho que ficar longe de você. - disse Tom, tentando passar, mas Ashton o impediu.
- Tom! Para de lutar contra isso. Você sabe o que sente, é o mesmo que eu sinto.
- Eu não posso...
- Porque? Porque! Ninguém manda na sua vida. O Bill nem te ama tanto assim. Porque, porque você sempre coloca dificuldade, daqui eu posso ouvir seu coração batendo forte, não tente me enganar, você me ama!
- Eu amo. Eu amo sim. Mas como eu posso viver com alguem que mente o tempo todo? Que fica armando esquemas, que uma hora é o cara mais doce do mundo e em outra parece que odeia até o ar que respira! Me diz? - disse Tom, largando a mala, chorando.
- Eu sei. Eu errei. Mas ninguém é perfeito. Se eu estiver o seu ar comigo, eu não vou odia-lo. Você é tudo, tudo o que eu preciso, o que eu quero nesse momento. Você sabe disso, eu não tenho mais motivos para mentir, para jogar com seus sentimentos, EU-TE-AMO!
- Eu também. - disse ele, abraçando Ashton com forço e depois beijando-o.
- Eu quero ficar sempre com você. Antes que isso exploda.
- Você sabe o quanto eu tenho tentado lutar contra você...
- Cansou de resistir? - perguntou Ashton, levantando ele e o beijando.
- Cansei.
As portas do elevador abriu e Patrick e Bill apressados testemunharam a cena.
- Tom?!
- Ele não está aqui. - respondeu Clive, ainda boquiaberto com a situação.
- Quem mais mora aqui? - perguntou Gabe, bem sério.
- Sério? - perguntou Clive, com um tom sarcástico - E que tal eu fazer as perguntas? Tipo... Quando foi que você ressucitou dos mortos?
Gabe o olhou com um sorriso, parecendo achar aquilo bem divertido, depois continuou conhecendo o apartamento com pequenos passos. O sofá da sala, branco e preto, a TV de plasma, a cozinha tipicamente americana onde uma mesa quadrada montava o recanto. As três portas distantes sem corredores, muit aparentes, parede com tons claros, o abajur brilhante em cima da mesinha de centro que ficava ao lado de duas cadeiras, ambas vermelhas.
Ele foi até a geladeira da cozinha e sem nenhuma cerimônia tirou uma lata de Soda e a abriu, sentando-se na cadeira alta no balcão mini-bar, que ficava no centro. Clive ainda parado em frente a porta ficou abismado com a naturalidade que ele passava, mesmo tendo convencido muita gente que tinha morrido. Clive estava prestes a abrir a boca, quando Gabe iniciou:
- Não vai sentar?
- Porque? Vamos botar as fofocas em dia? - indagou-se ele, completamente sarcástico.
Gabe franziu a testa e deu mais um sorriso, um pouco mais largo.
- Clive, Clive... Sempre usando o sarcasmo para disfarçar as fraquezas.
Clive se pos na frente do balcão do outro lado e sentou-se, ficando de frente para Gabe.
- Pode começar. - disse Clive.
- É uma longa história. - disse Gabe.
- Então espera eu pegar uma bebida. - comentou ele.
Estava bem perto de amanhecer e a maioria das pessoas da festa de casamento tinha ido embora. Os noivos tinham passado uma primeira noite incrível em um hotel luxuoso. Dali a algumas horas, Jeanette e T.J ficariam longe por alguns meses, passando sua tão esperada lua de mel em Paris.
O dia estava começando a aparecer, quando Bill acordou rapidamente com o barulho do despertador do seu celular. Ele levantou da cama e ficou sentado, esfregando os olhos e sentindo uma forte dor de cabeça.
- Droga. Onde é que estou? - se perguntou ele ao ver um ambiente diferente.
A cama era redonda e haviam muitos espelhos espalhados pelo quarto que era todo azul e bem largo. Bill ficou com medo de olhar por baixo dos lençois e descobrir alguem inesperado. Ele se levantou de vagar e acabou pisando em uma camisinha usada e no seu cinto.
- Meu Deus! - falou ele pra si, em média voz. - Eu estou em um... Motel!
Na mesma hora seu companheiro acordou todo sorridente e tranquilamente, se despreguiçou enquanto Bill estava nu em pé perto da cama, observando a besteira que tinha feito.
- Meu Deus! É o Patrick! - disse ele em tom alto, batendo a mão na testa.
Patrick também acabou de acordar quando viu Bill daquele jeito.
- Que diabos você está fazendo aqui? - perguntou Patrick praticamente se jogando da cama.
- Mas... Eu..
- E você? - se perguntou Patrick
- Não pode ser, eu tenho namorado!
- E eu tenho idade para ser seu pai! - Caramba! O que a gente foi fazer?
- A gente? Nem pensar! Quem veio me seduzir foi você! - afirmou Bill.
Os dois ficaram andando de um lado para outro, loucos da vida com o que tinha acontecido.
- Cobre isso! - pediu Bill.
- Cubra o seu também. Eu vou ser preso. Corrupção de menores. - Patrick vestiu a cueca, se lamentando.
- Quem é que pagou isso aqui? - perguntou Bill, também vestindo a cueca e a a calça social toda amassada.
- Eu vou tomar um banho e vou para casa da Lizzie. Você sai depois de mim está bem?
- Certo... Espera!
- O que foi? - perguntou Patrick, voltando rapidamente do banheiro, com as roupas no braço.
- Hoje tem viagem! E é daqui a duas horas!
- Puta Merda! É mesmo! E eu sou o empresário substituto! E agora tirei a inocencia do meu artista! Eu vou para o inferno, Oh Meu Deus, eu não quero ir para o inferno!
- Cala a boca! - disse Bill empurrando Patrick. - Você vai tomar seu banho, ficar lindo, cheiroso e nós vamos correndo para o hotel ajeitar as coisas, chamar o Tom e entrar no avião. Entendido?
- Sim. - disse Patrick correndo para o banheiro.
Enquanto o Kaulitz e seu empresário corriam contra o tempo para não perder o voo para Buenos Aires, em outro hotel, bastante distante dali, Jude acordou Alain, com uma bandeja grande de café da manhã, com um monte de coisas, como pão, geléia, pasta de amendoim, manteiga, chá, torrada, ovos mexidos e um pequeno vaso fino com uma rosa.
- Nossa! Que lindo! - disse ela, dando um beijo em jude.
- Para agradecer. Sua companhia. - disse ele, sentando-se na cama ao lado dela, de roupão.
- Você é um amor. Obrigada.
- Você que é linda. E gostosa.
- Haha. Guarda o fogo para depois. Temos que comer e ir para casa da Lizzie para se despedir do T.J e da Jeanette.
- Claro. Mas antes, eu quero que você aproveite essa bandeja, que depois quero tomar uma banho quentinho com você. comentou ele, beijando sua nuca.
- Assim eu vou ficar mal acostumada. Até parece que foi a gente que casou.
- Devagar! - disse ele se afastando, só de brincadeira.
- Não. Eu não quis dizer isso...
- Eu sei. Não se preocupe, se for para ser, será. Quero provar essa geléia de morango, disse ele, beijando ela e provando a geléia nos seus lábios.
Na casa de Lizzie, tudo estava pronto. Todos aguardando o casal para despedida. Simone estava triste, não podia disfarçar e Dayse também. Não era por causa do T.J, era mais porque em meio a tanto romance, ja que era óbvio que Alain tinha se dado bem, ela se sentia sozinha. Carrie também estava ali, meio melancólico. Era como toda despedida, eles sabiam que logo estariam juntos de novo, mas parecia ser para sempre.
- Você ja percebeu? - perguntou Carrie, sentado no sofá da sala.
- O que? - perguntou Dayse.
- Que todo mundo está se ajeitando, menos a gente. - comentou ele, enquanto observava Lizzie consolar Simone na mesa do café.
- É verdade. É tão chato isso né? A gente fica feliz por eles, mas mesmo assim fica triste.
- Dayse... Você ainda ficou comigo mesmo sabendo que eu era gay. Você promete que se só sobrar a gente, você fica comigo?
- Ah querido... Eu não posso prometer isso, até porque agora você ja se aceitou, antes ainda restava alguma dúvida, mas agora...
- Não tenho chance. - completou ele.
- Eu acho que vou demorar a encontrar um homem como o T.J, que esteja livre, claro.
- E eu uma pessoa como o Tom. Que ironia, eu queria tanto fazer ele se dar mal, e agora só quero ele.
- Só nos resta, ter esperança. - comentou ela, segurando na mão dele e encostando a cabeça em seu ombro.
Na mesa, a conversa entre Lizzie e Simone era sobre o mesmo assunto dos ultimos dias, como conseguir o perdão dos filhos.
- Eu acho que eles nunca vão me perdoar. - disse Simone, chorosa.
- Minha querida. Você não pode pensar assim. Mesmo você tendo errado, você ainda é a mãe deles, e eles ainda são seus filhos!
- Acho que eles não me consideram mais sua mãe.
- Claro que sim! Até porque raiva passa. Eles não podem ficar sem a mãe deles para sempre. Tenho certeza que uma hora dessas, eles vão esfriar a cabeça e voltar a falar com você.
- É tudo que eu quero. Meus filhos de volta. É só o que eu quero.
No apartamento de Clive, Gabe continuava uma longa e inacreditável conversa. Quanto mais Gabe falava, mais Clive bebia e usava de sarcasmo para não entregar o quanto aquilo o assustava. Mas de todas as palavras que ele citara, as que mais tiveram efeito, mesmo Clive ja sabendo, foram essas:
- Você ja contou ao Ashton que fui eu que disse ao pai dele que ele era gay?
- Eu... Nem lembrava mais disso. - disse Clive se levantando devagar e virando as costas.
- Então ele ainda acha que você que matou o pai dele? - perguntou Gabe, sério.
Clive de repente cansou do sarcasmo e rebateu, um pouco revoltado, um pouco emocionado.
- Ele era meu pai também! Ele não resistiu saber que o filho dele gostava de garotos, que era gay! E você é culpado disso tudo!
- Eu? - disse Gabe se alterando. - Quem foi que quis assumir a culpa por mim? Quem foi? Não foi idéia minha!
- Eu não queria ferir o Ash mais do que ele estava ferido. O nosso pai tinha morrido! Por causa que você não aguentou namorar ele escondido, porque você tinha que gritar para o mundo seu amor!
- Não venha me culpar! O bastardo foi você. Você sempre foi perturbado!
Os dois se aproximaram no meio da sala, apontando dedos e culpando um ao outro.
- Eu tinha um vida Gabe! Podia não ser muita coisa. Minha mãe me abandonou, o nosso pai nunca teve vergonha de mim, nunca! Mesmo ele traindo a mãe do Ash. E você me tirou as unicas coisas que eu tinha. O Ash e meu pai. - disse ele, se encostando na parede, e deixando as lágrimas fazerem seu caminho natural pelo rosto.
- Por isso eu tive que mentir. Foi preciso. Eu não aguentava ter reencontrado o Ashton e ve-lo daquele jeito. Tão grosso, tão frio...
- Se ele ficou daquele jeito foi por sua culpa. Eu fiquei meses numa droga de clínica. Em um inferno! Mas mesmo assim, eu prometi nunca dizer para o Ash quem realmente tinha arruinado a vida dele.
- Desculpa Clive... Eu vou consertar meu erro. Eu vim aqui para contar tudo. Eu sei que ele nunca vai me perdoar, mas, é direito dele saber a verdade.
- Se te importa saber. Eu preferia que você tivesse se matado mesmo. - disse Clive, deixando ele sozinho e se trancando no quarto.
Gabe sentou-se no sofá para colocar para fora sua dor, bem pesado de tanto culpa.
Fora do elevador a muito tempo, Ashton permanecia parado no corredor, sem ter coragem de bater na porta. Quando a porta abriu e ele olhou para os olhos tristes daquele garoto, com uma mala de puxar; olhos surpresos por ve-lo.
- Ash?
- Tom. Eu não posso mais ficar aqui. - disse ele, com uma voz sofrida, cortada.
- Como assim? Como você conseguiu descobrir onde eu estava?
- Eu não aguento mais viver sem você! Essa é a verdade. Eu estou aqui parado desde das quatro e meia da manhã...
- Ash... Não faz isso comigo. Por favor. Eu estou confuso demais. Hoje é a viagem, a turne vai me fazer bem, eu tenho que ficar longe de você. - disse Tom, tentando passar, mas Ashton o impediu.
- Tom! Para de lutar contra isso. Você sabe o que sente, é o mesmo que eu sinto.
- Eu não posso...
- Porque? Porque! Ninguém manda na sua vida. O Bill nem te ama tanto assim. Porque, porque você sempre coloca dificuldade, daqui eu posso ouvir seu coração batendo forte, não tente me enganar, você me ama!
- Eu amo. Eu amo sim. Mas como eu posso viver com alguem que mente o tempo todo? Que fica armando esquemas, que uma hora é o cara mais doce do mundo e em outra parece que odeia até o ar que respira! Me diz? - disse Tom, largando a mala, chorando.
- Eu sei. Eu errei. Mas ninguém é perfeito. Se eu estiver o seu ar comigo, eu não vou odia-lo. Você é tudo, tudo o que eu preciso, o que eu quero nesse momento. Você sabe disso, eu não tenho mais motivos para mentir, para jogar com seus sentimentos, EU-TE-AMO!
- Eu também. - disse ele, abraçando Ashton com forço e depois beijando-o.
- Eu quero ficar sempre com você. Antes que isso exploda.
- Você sabe o quanto eu tenho tentado lutar contra você...
- Cansou de resistir? - perguntou Ashton, levantando ele e o beijando.
- Cansei.
As portas do elevador abriu e Patrick e Bill apressados testemunharam a cena.
- Tom?!

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